Evento destaca atuação do profissional de fisioterapia

Evento destaca atuação do profissional de fisioterapia

A possibilidade de atuação dos profissionais de fisioterapia em situações não tão convencionais, como em emergência e urgência em hospitais, e em cuidados paliativos, foram alguns dos destaques da Jornada de Fisioterapia 2018 da UniFAJ (Centro Universitário de Jaguariúna). O evento aconteceu no sábado, 20 de outubro, com uma agenda de palestras, exposições e mostras.

“Foi um evento bastante produtivo e enriquecedor para os alunos, em função da inovação das possibilidades de atuação na fisioterapia numa visão que foge dos padrões convencionais que a população e nossos alunos conhecem da fisioterapia”, comentou a professora Érica Passos Baciuk, coordenadora do curso de Fisioterapia da UniFAJ, referindo-se às duas palestras apresentadas.

“São dois temas bastante inovadores que têm sido discutidos nos congressos nacionais de fisioterapia: cuidados paliativos e a atuação ou inserção do fisioterapeuta nos serviços de urgência e emergência dos hospitais. Está para sair a legislação da obrigatoriedade de atuação do fisioterapeuta no hospital, na emergência. Portanto, é uma área que está em bastante ascensão e que os alunos desconhecem, e a gente quer incentivar a presença de nossos alunos neste setor”, explica a docente.

A palestra que abriu a programação foi da Dra. Juliana Nalin Passarini, supervisora da Fisioterapia do Hospital Estadual de Sumaré, doutoranda em Ciências da Cirurgia pela Unicamp e integrante do projeto internacional do cuidado no fim de vida Eranet Lac. Ela falou sobre “Fisioterapia e cuidados paliativos”.

“O tema cuidado paliativo é muito pouco divulgado e, muitas vezes, visto como o momento em que não há nada para ser feito. Porém, o verdadeiro sentido é o conforto para o paciente e para o familiar, o alívio do sofrimento”, disse.

“A gente não tem essas matérias em faculdades tanto na medicina, na enfermagem e nem na fisioterapia. Todos os profissionais da saúde são treinados para salvar vidas, mas quando você não tem mais a cura, geralmente esse paciente é abandonado. Então é essa realidade que a gente tem que mudar. O problema é que no Brasil tem o tabu da morte, ninguém quer falar sobre ela. Quem sabe um dia o cuidado paliativo vai para a grade curricular e se torna uma matéria obrigatória”, defendeu a palestrante.

O outro tema apresentado na jornada foi “Assistência de Fisioterapia no Serviço Emergência”, na palestra da Dra. Camila Vitelli Molinari, fisioterapeuta do Serviço de Emergência da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, mestre em Ciências da Saúde (FCMSCMSP), especialista em terapia intensiva para adulto e fisioterapia respiratória (ISCMSP) e especialista em Pneumologia (UNIFESP).

“Fiquei muito feliz com o convite da UniFAJ em poder mostrar para os futuros profissionais da área outra possibilidade de atuação, que existe há pelo menos 18 anos e que ainda está precisando de pessoas com essa formação e que gostem desse universo”, comentou Camila.

A especialista explicou que a fisioterapia em emergência é uma área que vem atrelada à unidade de terapia intensiva. “Normalmente os hospitais têm uma emergência menor e o profissional da terapia intensiva vai ao local para prestar assistência com cuidados menos frequentes. Mas esse setor vem aumentando. Em São Paulo já existem muitos hospitais com fisioterapeuta 24 horas na unidade de emergência”, informou.

MOSTRA DE ESTÁGIOS

O evento contou ainda com a Exposição dos Pôsteres da VI Mostra de Estágios da Fisioterapia, na qual os alunos puderam expor o local onde prestaram o atendimento e como foi a experiência.

“A mostra é importante para o pessoal e os alunos que estão iniciando conhecerem mais sobre o nosso trabalho, como funciona nosso estágio”, define Camila Garcia, que fez estágio no Lar de Idosos Santo Antonio, em Mogi Mirim.

Para o aluno José Leite Cordeiro Sobrinho, o estágio, que é uma experiência da prática, norteia a carreira. “Só na prática você vai adquirir experiência naquilo que foi aplicado na teoria. Então, o resultado é tanto para o paciente que vem buscar o serviço e que recuperando a qualidade de vida como para nós conseguimos fazer um trabalho muito legal e crescemos com isso. É uma via de mão dupla: a gente ensina e aprende ao mesmo tempo”, disse o estudante que fez estágio na Interclínicas.

Julia Borim, do 10º semestre de Fisioterapia, fez estágio no Hospital Walter Ferrari, em Jaguariúna. “Atuando é possível ver a eficácia da fisioterapia na hora. A gente avalia, define o tratamento e já trata, aí nota-se que tem resultado, pois diminui o índice de internação do paciente, reduz o desconforto, previne complicações. Além disso, atuamos com profissionais, na equipe multidisciplinar que tem enfermagem, nutricionista, psicóloga e os médicos, com os quais temos que sempre conversar”, comentou.

A Jornada de Fisioterapia, que aconteceu das 8h às 12h30 no Anfiteatro Campus I, ainda teve Exposição e Venda de Livros da Livraria Unibook e Exposição de equipamentos para fisioterapia pela empresa Fernandes Fisioterapia.

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