Conversa Aberta: “Pelo que é formada a linguagem do jovem contemporâneo?”

Conversa Aberta: “Pelo que é formada a linguagem do jovem contemporâneo?”

A UniFAJ (Centro Universitário de Jaguariúna) promoveu mais uma edição do Projeto Conversa Aberta. O tema do encontro ocorrido no dia 23 de abril, no campus 1, foi “Pelo que é formada a linguagem do jovem contemporâneo?”. Participaram do debate a jornalista e professora Ana Paula Ziglio, escritora e empresária Carolina Marmo Pepe, Maria de Lourdes Cocozza, que é empresária do ramo educacional, a professora e advogada Camila Guerreiro, a professora de literatura e gramática Simone Diniz e os estudantes Rafaela Oliveira, aluna da escola estadual Júlia Calhau Rodrigues, e João Vitor Marcarenhas, do colégio Integrado.

“Gostaria de cumprimentar todos os presentes pela participação neste projeto coordenado pelo Programa Sociocultural TOM e que tem a participação da Escola de Negócios da UniFAJ”, disse o professor Hector Escobar, diretor do campus 1 da instituição, na abertura do evento que teve transmissão ao vivo pela TV Artes e apresentado pela jornalista Ana Paula Ziglio.

A discussão girou em torno de como os jovens se comunicam atualmente, como se expressam, considerando a presença da tecnologia e, principalmente, da internet, por meio das redes sociais. “A linguagem na internet, às vezes, é superficial. Além disso, alguns acabam se expondo nas redes sociais”, ponderou Maria de Lourdes Cocozza. Ela ainda observou que falta humor nos textos escritos pelos jovens atualmente. “Precisamos de um humor mais refinado nas redações, e os jovens não trazem isso para os textos. Os jovens se expressam negativamente”, avaliou.

Sobre a exposição na internet, a advogada Camila Guerreiro alertou para os perigos dos relacionamentos virtuais. “Às vezes, você não sabe com quem está falando. Pessoas se escondem atrás de um personagem que verdadeiramente não é. Temos que tomar muito cuidado, pois é difícil localizar o criminoso”, aconselhou.

A aluna Rafaela Oliveira disse que a exposição na internet, muitas vezes, é involuntária. “O jovem nem sempre tem noção disso”, defendeu.

“O jovem hoje está sujeito a descobrir e achar coisas que nem imagina. A tecnologia é ótima, mas ter todas as informações na palma das mãos, nem sempre, pode ser positivo”, argumentou o estudante João Vitor Mascarenhas.

Para Carolina Marmo Pepe, se expressar bem através da escrita é importante, inclusive, na hora de conseguir um emprego. “Notamos muito erro de português. A pessoa precisa melhorar a sua comunicação. É necessário ler mais livros, ler o que gosta”, aponta.

Outro aspecto discutido foram as fake News. “Nosso linguagem é importante e tem que ser valorizada. É tem por isso temos que estar muito atentos nas redes sociais. Sempre devemos checar as informações, verificar várias fontes para saber o que é ou não verdade”, orientou a jornalista Ana Paula Ziglio.

Durante o encontro, os estudantes presentem puderam fazer perguntas aos participantes. O responsável por conduzir a rodada de perguntas foi o professor Rogério Gomes, coordenador da Escola de Negócios e do curso de Administração da UniFAJ.

Ao final, Natália Marangão, gestora do programa sociocultural TOM, enfatizou as ações desenvolvidas pela UniFAJ e entregou certificados de participação aos convidados para compor a mesa de debate.

O projeto Conversa Aberta também foi realizado no campus II, no dia 17 de abril, sob o tema Como a linguagem indígena e de outras culturas contribuíram para a formação da linguagem contemporânea?
A atividade contou com a presença da antropóloga Alice Villela, a psicanalista Flaviana Tannus e o geógrafo, Luis Felipe Valle, além de alunos de Pedagogia que participaram da edição.

A antropóloga indicou aos presentes alguns documentos para leitura sobre a população indígena, como a Enciclopédia dos Povos Indígenas do ISA- Instituto SócioAmbiental, que contém um verbete para cada povo com diversas informações além de informações gerais sobre os povos indígenas no Brasil (clique aqui). Outra dica foi o site do Projeto Vídeo nas Aldeias, que é pioneiro de compartilhamento e formação audiovisual em contextos indígenas. Assista um vídeo do projeto.  O blog do escritor indígena Daniel Munduruku também foi comentado por Alice Villela e o do escritor indígena Olívio Jekupé, além de outras referências, como o blog “A temática Indígena na escola” que é da professora e doutora Iara Bonin do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Luterana do Brasil, o site do projeto “Sons da Floresta” que tem materiais sobre música indígena de diferentes povos com propostas didáticas para professores, sendo um projeto da músicas, pesquisadoras e educadoras Magda Pucci e Berenice de Almeida e a Rádio Yandê que é a primeira rádio indígena pela web no Brasil.