COMUNICADO: FELINOS NO CAMPUS I

COMUNICADO: FELINOS NO CAMPUS I

A UniFAJ (Centro Universitário de Jaguariúna), mantendo de sua política de transparência no incentivo ao bem-estar animal e proteção da integridade da saúde humana, diante da situação preocupante com a grande proliferação da transmissão de zoonoses, em especial,  por felinos, como recentemente ocorrido na vizinha cidade de Campinas junto ao Colégio Notre Dame, com ampla divulgação pela mídia, e ainda, preocupada, em especial, com a saúde dos seus alunos, professores, colaboradores  e membros da comunidade que transitam dentro de suas respectivas Unidades, estabeleceu contato conjunto aos profissionais do Centro de Zoonoses, Vigilância Sanitária e HVET – Hospital Escola Veterinário, para que, juntos, apresentassem uma proposta de solução para o problema, haja vista a existência de inúmeros felinos sem vinculação a proprietários, abandonados a sua própria sorte e em péssimas condições de higiene, alimentação e moradia, que se proliferaram na cidade, em especial, nas proximidades das Unidades da IES. Com isso – e sob orientação e supervisão dos profissionais indicados – foram colocadas algumas ‘gatoeiras’ para a apreensão dos felinos (sem lhes causar lesões ou sofrimento físico), e, na sequência, o seu encaminhamento ao HVET, onde a equipe de Profissionais e Médicos Veterinários providenciarão as respectivas vacinações e procedimentos necessários para que os mesmos estejam aptos a serem levados para o Programa de Adoção Animal. Todos os procedimentos indicados visam, por óbvio, a defesa da saúde humana, mas, levam sempre em conta o bem-estar do animal, pontos-base da política institucional em suas ações. Assim todos aqueles que, como nós, se preocupam com o bem-estar dos animais e a saúde dos seres humanos em perfeita harmonia, poderão exercitar esse ato de amor com a adoção dos felinos, já devidamente tratados e livres de zoonoses. Os interessados devem entrar em contato com comunicacao@faj.br.

Att, Diretoria.

Saúde de Jaguariúna realiza controle de gatos sem dono com programa permanente de captura e castração

Ação ocorre quando há procriação sem controle desses animais, o que pode colocar em risco a saúde pública, e se baseia em solicitações feitas pelo telefone 156.

A população de animais numa cidade, sejam eles domesticados ou não, deve ser controlada por medidas sanitárias adotadas pelas autoridades da área de Saúde, a fim de evitar a proliferação de possíveis doenças transmitidas por cães e gatos, principalmente.

Com base nessa premissa, a Secretaria de Saúde de Jaguariúna, por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses vem realizando atualmente ações de controle para evitar o aumento de gatos em três locais da cidade: no Campus 1 do Centro Universitário Jaguariúna (UniFAJ), numa casa próxima ao Colégio Objetivo e numa rua do bairro Nova Jaguariúna.

Nesses locais, conforme o médico veterinário da Prefeitura, Dr. José Eduardo Chaib de Moraes, o trabalho é voltado para o controle de três tipos de gatos que normalmente habitam áreas urbanas nas cidades: os ferais, os antissociais e os domesticados (confira classificações abaixo).

O projeto de controle de gatos teve início em 2017, segundo o veterinário, com ações nas instalações da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) em Jaguariúna e atualmente utiliza duas armadilhas (gaiolas) para capturar gatos sem dono ou abandonados.

“Depois dos bons resultados de controle alcançados lá na Embrapa, estendemos o programa, que se chama Captura, Esterilização e Devolução (CED) para outros locais. Em Jaguariúna, a armadilha para captura do animal sempre é coberta por um pano, para que o gato não fique tão assustado. Assim, eles são transportados e colocados em gatis com água e alimentos até o dia da castração”, explica o Dr. Eduardo Chaib.

De acordo com a secretária de Saúde, Maria do Carmo de Oliveira Pelisão, as ações de captura e castração dos gatos sempre é feita mediante solicitação de algum morador ou quando se trata de uma denúncia que envolva risco à saúde pública. “Essas ações são necessárias e sempre preservam, a saúde e o bem-estar do animal, que deve ser tratado com carinho e bem cuidado”, explica.

CLASSIFICAÇÕES POR TIPO DE GATOS URBANOS

É importante conhecer algumas definições sobre a restrição à livre procriação e circulação de animais numa cidade. A população de gatos, assim como a de cães, também pode ser domiciliado e com movimento totalmente restrito, ou de rua. Segundo Patroneket al. (1998) o gato de rua pode ser Comunitário.

Isso significa que o gato possui proprietário, tem liberdade de movimentos, pode estar perdido ou ter optado por abandonar o domicílio. Ele também pode ter sido abandonado ou ser assilvestrado (estar vivendo na natureza). Essas populações tornam-se mais difícil de serem quantificadas e manejadas devido ao comportamento de maior independência dos felinos

O quadro abaixo apresenta, com adaptações, a classificação de gatos segundo BEAVER (2005). Essa classificação merece destaque, pois, além de estar em franco crescimento a população de gatos no país, inclui Jaguariúna, uma vez que tal população apresenta divisão mais complexado que a de cães. Abaixo, a classificação:

- Gatos Feral: são independentes e evitam sempre o contato com humanos, não se aproxima deles e não criando vínculos. Dessa forma, o controle reprodutivo não ocorre e é baixa a capacidade de sobrevivência das crias desse tipo de gato.

- Gatos Antissociais: São gatos sem donos, que se aproximam para observar a certa distância e que têm contato apenas para obtenção de recursos para suas necessidades básicas alimentares. Eles não têm controle reprodutivo e suas crias tê maior capacidade de sobrevivência.

- Gatos Domesticado: São dependentes, sem um cuidador definido, permitem aproximação e necessitam de cuidados para alimentação e abrigo. Mantêm-se livres em determinadas áreas, o controle reprodutivo ocorre eventualmente e têm boa capacidade de sobrevivência das crias que geram.

- Gatos de estimação: São animais dependentes, vivem em ambientes domésticos e recebem todos os cuidados, inclusive os de prevenção e saúde. O controle de reprodução ocorre com maior frequência, pois muitos são castrados e dão cria eventualmente.

Fonte das informações acima: Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de Jaguariúna.
Reportagem: Aluízio Santana
Fotos: Controle de Zoonoses de Jaguariúna