Após sucesso de Fórum na FAJ, juíza de Jaguariúna passa a integrar Coordenadoria da Infância e Juventude do TJ-SP

Após sucesso de Fórum na FAJ, juíza de Jaguariúna passa a integrar Coordenadoria da Infância e Juventude do TJ-SP

Reconhecimento

Por Bruno Felisbino

O sucesso do 1º Fórum da Infância e Adolescência de Jaguariúna, realizado no Campus II da FAJ, no dia 28 de setembro, já está rendendo excelentes frutos. Idealizadora e organizadora do Fórum, ao lado do Ministério Público e da FAJ, a juíza da 2ª. Vara Judicial da Comarca de Jaguariúna, Dra. Ana Paula Colabono Arias, acaba de ser nomeada para integrar a Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Coordenadoria tem o objetivo de apoiar, integrar e orientar o trabalho desenvolvido nas Varas da Infância e Juventude do Estado de São Paulo, com base nos preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente. A juíza foi designada pelo presidente do TJ-SP, Dr. Ivan Sartori, após indicação do coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Malheiros, que participou do Fórum para falar sobre a “Valorização da convivência familiar na infância e adolescência”.

O evento teve enorme participação de profissionais ligados à área da infância e juventude de toda a região, como psicólogos, assistentes sociais, membros de conselhos tutelares, profissionais do Creas e Cras, diretores de escola, funcionários da área de saúde, estudantes de Direito, juízes e promotores. Com palestras de alto nível, promoveu reflexão e levou orientação aos participantes sobre como lidar com crianças e adolescentes com histórico familiar problemático ou em conflito com a lei.

“O Fórum foi importante para conscientizar a população e os profissionais da área da infância e juventude sobre a necessidade de atuarmos em uma rede voltada para o atendimento personalizado das crianças e adolescentes. É claro que temos a necessidade de contar com o apoio e respaldo do poder público, por meio de políticas públicas na área social, da educação e da saúde”, frisa a juíza Ana Paula Colabono Arias.

O intenso envolvimento da responsável pelo Judiciário de Jaguariúna nesta questão a credenciou a integrar o órgão estadual chefiado pelo Dr. Malheiros, que fez questão de elogiar a iniciativa de provocar este debate na FAJ, multiplicando conhecimentos junto aos profissionais da área. Em sua palestra, elegeu a droga como o problema número um a ser enfrentado para resgatar crianças e adolescentes que vivem hoje em situação de risco.

“O poder público é extremamente ausente na vida das pessoas, principalmente na dos mais pobres, que não têm uma escola pública adequada, creches, postos de saúde e hospitais próximos de suas casas. O próprio Judiciário se esforça ao máximo mas ainda carece de estrutura. Além disso, a falta de frentes de trabalho, opções de lazer na região onde as pessoas moram, falta de segurança, enfim, tudo isso somado faz com que a família se desagregue e conviva com a violência dentro de casa ou leve as crianças a viver nas ruas”, considera o desembargador.

Ainda assim, ele não desanima em continuar lutando. “O que nos faz prosseguir é conseguir salvar uma vida hoje, com a sensação de que salvando uma pessoa estamos salvando a humanidade inteira”.

FAJ engajada nesta luta
O diretor acadêmico da FAJ, Prof. Flávio Fernandes Pacetta, elogiou a alta qualidade do evento e o envolvimento de um grande número de pessoas de toda a região na questão da infância e juventude. “A Instituição está à disposição para ajudar no que for preciso. Temos a convicção de que a educação é uma ferramenta extremamente transformadora e poderosa que deve ser usada nesta missão”, disse.

O 1º Fórum da Infância e Adolescência de Jaguariúna teve ainda palestra do promotor de Justiça da Infância e Juventude Dr. Wilson Tafner, com o tema “Ninguém nasce bandido”. Também houve as palestras “Cuidados, afeto e limites na família e nas entidades cuidadoras”, com o psicoterapeuta Dr. Ivan Capelatto, e “Incompletude institucional – A necessidade do trabalho em rede para a garantia do direito à convivência familiar”, com a Dra. Andrea Santos Souza, promotora de Justiça e mestre em Estudos Avançados de Direito da Criança.