Ansiedade: você teve, tem ou terá algum dia!

Ansiedade: você teve, tem ou terá algum dia!

Por: Professora Carla Borges – coordenadora do curso de Recursos Humanos da UniMAX

A ansiedade é um sentimento normal na vida das pessoas. Em um nível controlado é até saudável, pois evita alguns comportamentos impulsivos e que poderiam causar problemas ainda maiores.

No entanto, quando a ansiedade passa a interferir em sua vida, impedindo ações, atrapalhando o seu cotidiano, é hora de buscar ajuda profissional.

Existem vários tipos de ansiedades, dentre elas:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada – preocupação excessiva, persistente e de difícil controle, podendo ou não ser acompanhada por sintomas físicos e/ou psicológicos, que causam sofrimento e prejuízo no desempenho, incapacitando a pessoa de realizar inúmeras coisas;
  • Transtorno do Pânico – manifestação extrema de ansiedade caracterizada por uma grande descarga de hormônios e uma série de sintomas por todo corpo. É caracterizada também por ocorrência de ataques repetidos, causando um medo exacerbado de situações que podem provocar o mesmo. Algumas reações: ansiedade, falta de ar, palidez, fraqueza, suor intenso, palpitações, tremores, tonturas, desmaio, sensação de morte;
  • Transtorno do Estresse Pós-Traumático – Um acontecimento traumático que ultrapasse a experiência usual humana (combate militar, agressão pessoal violenta, sequestro, ataque terrorista, estupro, tortura, encarceramento, desastres naturais, acidentes graves, doenças consideradas terminais ou que pode trazer risco à vida), pode provocar um TEPT. Pode ser caracterizada por sintomas físicos (úlceras, palpitações, dor no coração, hiper ou hipotensão, fibromialgia, enxaqueca, síndrome do intestino irritável, síndrome da fadiga crônica; sintomas psíquicos (irritabilidade, ansiedade, agressividade); sociais (queda de produtividade no trabalho, conflito entre familiares e amigos, tendência ao isolamento, apatia. Outros sintomas também são relatados como revivência do trauma nos sonhos ou pensamentos, evita situações similares, hiperexcitação, dificuldades em dormir ou manter o sono, hipervigilância, desinteresse pelo futuro, depressão, dificuldades de concentração e aprendizagem.
  • Transtorno da Ansiedade Social – segundo Markway (1999) é um “distúrbio caracterizado por um medo persistente de críticas ou de rejeição pelos outros”. Alguns sintomas corporais (combinação de um ou mais sintomas como aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, tremores, respiração curta, suor, rubor, desconforto abdominal e tonturas; sintomas cognitivos (pensamentos irracionais sobre como deveria ser em situações sociais como se estivesse “fora da caixinha”); sintomas comportamentais (evita situações através de fugas, como não comparecer a algum evento ou entra e sai rapidamente ou ainda, se distrai divagando)
  • Fobias Sociais – é caracterizada por manifestações de alarme, tensão nervosa, medo e desconforto desencadeados pela exposição à avaliação social. Os sintomas somáticos são expressos por palpitação, rubor, tremor, sudorese. Algumas reações são mais fortes como reações corporais e sensações (taquicardia, boca seca, tremores, sudorese, mãos frias, enjoo e/ou tontura, vontade de ir ao banheiro quando exposta à situações sociais); comportamentais (evita situações sociais, inibição e passividade, pouca movimentação corporal, expressão facial pouco significativa, voz baixa ou dificuldades para falar, tiques ou movimentos repetitivos, sensação de estar perdido na situação social); cognitivos (baixa autoestima, vergonha, abatimento e tristeza, solidão, depressão, ansiedade).

É importante ressaltar que ter um destes sintomas uma vez ou outra, não significa que se está em crise, mas se eles se repetirem, é imprescindível procurar ajuda profissional para o controle.

Você pode recorrer ao psicólogo, ao psiquiatra ou a um neurologista para a investigação. No entanto, o tratamento será com a união da atividade terapêutica do psicólogo e da utilização do medicamento do controle da crise.

Este tratamento pode ser de curto prazo, quando os sintomas forem controlados e os episódios forem reduzidos. Desta forma, a alta deve ser feita pelo especialista. Para manter o controle, faça atividades físicas para ajudar neste processo.

Alguns tratamentos são de longo prazo e deve ser seguido à risca, com a tranquilidade de que sabe que a crise irá passar e você superará mais esta etapa de seu desenvolvimento. Não pare o tratamento!

Mais informações visite:

https://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/4327-15-dicas-para-controlar-a-ansiedade

https://www.psicologiaviva.com.br/blog/psicologo-no-tratamento-da-ansiedade/

Livros:

CURY, Augusto. Ansiedade – como enfrentar o mal do século – a síndrome do pensamento acelerado. Ed. Saraiva

POSSATO, Lourdes. Ansiedade sob controle. Lumen Editorial

E-book:

WALKER, Stephen. Ansiedade: ataques de pânico, fobias e depressão.

Site: https://play.google.com/store/books/details?id=eveRDwAAQBAJ&rdid=book-eveRDwAAQBAJ&rdot=1&source=gbs_vpt_read&pcampaignid=books_booksearch_viewport

13/06/2019