Por que no século XXI ainda precisamos falar sobre o papel da mulher?

Por que no século XXI ainda precisamos falar sobre o papel da mulher?

A edição de março do projeto Conversa Aberta foi especial Dia da Mulher, 8 de março. O tema do bate papo foi Por que no século XXI ainda precisamos falar sobre o papel da mulher?, compondo a roda de debate a professora e psicanalista Flaviana Tannus, a professora Fanny Lopes, historiadora, professora Jaqueline Magno, integrante do GEMM – Grupo de Estudos Mais Marias e a professora Ana Maria Sperandio, coordenadora do NEPI – Núcleo de Pesquisas Interdisciplinares.

“Em recente exposição no MASP, o coletivo de artistas Guerrilha Girls fez a seguinte afirmação: ‘As mulheres precisam estar nuas para entrar no Museu de Arte de São Paulo? Apenas 6% dos artistas do acervo em exposição são mulheres, mas 60% dos nus são femininos’”, trecho do flyer de divulgação da conversa e nessa linha, todos presentes puderam ouvir as quatro profissionais partindo da história de mulheres.

A professora Fanny Lopes, rememorou a participação das mulheres na história da arte, destacando que ver artistas do Guerrilha Girl protestando é compreensivo e natural, pois elas iniciaram suas carreiras nos anos 80 e desde lá lutam pelo espaço da mulher. “Temos poucos grandes nomes femininos na história e na história da arte, com certeza. Do século XX, até hoje, quantas mulheres podem ser citadas como grandes gênios e artistas? E que estão no manual de história da arte? Já adianto que nenhuma até o século XIX”, indagou Fanny.

A Professora Ana Maria Sperandio deu seguimento a fala de Fanny, e acrescentou: “Não é fácil, no século XXI, ser mulher deficiente e batalhar por espaço, precisamos avançar muito mais. Vocês já viram algum nu deficiente para ser desenhado ou exposto?”, perguntou a colaborada UniFAJ, trazendo uma reflexão sobre a luta das mulheres portadoras de algum tipo de necessidade especial. A Coordenadora Geral do Nepi, também apresentou dados mostrando que a cada 20 segundos uma mulher é vitima de violência e que, por exemplo, na última edição do Prêmio Nobel de Física, tinham 205 homens concorrendo e apenas duas mulheres.

Destacando o papel do GEMM, a Professora e coordenadora dos cursos de Nutrição e Gastronomia da UniFAJ,  Jaqueline Magno, falou que dentro do grupo, os integrantes tem a oportnudade de estudar e pesquisar assuntos relacionados ao mundo feminino.

A Conversa Aberta foi finalizada com os questionamentos feitos pelo público e o debate sobre o assunto.