Sustentabilidade, agroecologia, código floretal, recursos hídricos e o uso de biopesticidas são discutidos em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente

Sustentabilidade, agroecologia, código floretal, recursos hídricos e o uso de biopesticidas são discutidos em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente

(foto: arquivo Embrapa)

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) participarão em divesas atividades alusivas a data, comemorada mundialmente em 5 de junho.

Miguel Rodríguez apresenta o seminário “Das paisagens aos genes e vice-versa: experiências e perspectivas de pesquisa para o desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis”, no Auditório da Unidade, no dia 5 a partir das 10h.

Conforme Rodrígues, “a busca por sustentabilidade na agricultura tem seguido tendências que englobam ciências com diferentes perspectivas. Algumas delas se baseiam no contexto das relações ecológicas das paisagens, enquanto outras tem seu foco principal nos genes, sua função e sua interação com o ambiente”.

Assim, utilizando o patossistema Musa spp – Fusarium oxysporum f. sp. cubense (mal-do-Panamá da bananeira) como modelo, o seminário abordará exemplos concretos da integração de conhecimentos das paisagens e dos genes para oferecer soluções ou subsídios para sistemas agrícolas mais sustentáveis. “Adicionalmente, explica Rodrígues, tendo como base o conceito de saúde de plantas por meio da saúde dos solos, se apresentarão perspectivas de pesquisas integrando diferentes áreas do conhecimento como a biotecnologia, agroecologia, fitotecnia, genética, fisiologia e fitopatologia, com um objetivo comum: sistemas de produção mais sustentáveis”.

Também na Unidade, a partir das 9h, 50 alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Prof. Sada Salomão Hossri, de Jaguariúna, SP, visitarão o Laboratório de Microbiologia Ambiental para conhecer as pesquisas sobre microbiologia, seus benefícios e o aproveitamento para novos biopesticidas.

Diferentes eventos relacionados ao Dia Mundial também contam com a presença de representantes da Embrapa Meio Ambiente.

Dentre eles, Ricardo Figueiredo que falou sobre bacias hidrográficas, efeitos do uso da terra na hidrogeoquímica fluvial, no dia 4 de junho, na Semana do Meio Ambiente da Faculdade de Jaguariúna (FAJ). Ele explicou como as bacias hidrográficas prestam-se como a unidade de paisagem mais adequada para avaliações dos efeitos do uso da terra sobre a quantidade e qualidade dos recursos hídricos, uma vez que possui área com limites topográficos definidos, onde os fluxos hídricos atuam como integradores de processos diversos que ocorrem em solos, água, vegetação e atmosfera.
De acordo com o pesquisador, “pesquisas científicas agropecuárias em bacias são realizadas em todo o planeta avaliando possíveis alterações nas estruturas e funções de ecossistemas terrestres e aquáticos, incluindo os fluxos de nutrientes, carbono e água em decorrência do uso agrícola”.

No entanto, iniciou-se recentemente uma reversão de rumo, já que o conhecimento sobre as demandas e disponibilidade da água desassociado de suas estreitas ligações com os ciclos biogeoquímicos e hidrológicos das bacias não atende a crescente demanda por uma agricultura sustentável, cujos desafios tendem a aumentar frente as mudanças climáticas em curso. Dentre as conclusões das pesquisas destaca-se que, as boas práticas agrícolas, que incluem o manejo adequado de agroquímicos e solos, assim como a conservação da vegetação ripária, são fundamentais para a sustentabilidade na agricultura, haja vista suas implicações na quantidade e de qualidade da água e respectivo uso múltiplo na sociedade.

Outra ação prevista é de Luiz Guilherme Wadt, analista do setor de transferência de tecnologia, que abordará as implicações do novo Código Florestal na agricultura familiar, em 5 de junho, na Primeira Feira do Meio Ambiente, na Casa da Cultura, em Herculândia, SP. Wadt irá falar sobre Áreas de Preservação Permanente (APP), áreas protegidas, cobertas ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico da fauna e da flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. “Devem seguir critérios estabelecidos diferentes para cursos d’água naturais, perenes ou intermitentes, desde a borda da calha do leito regular (córregos e rios), ao redor de lagos e lagoas naturais, ao redor de reservatórios d’água artificiais, ao redor de nascentes e olhos d’água perenes, pantanais e planícies pantaneiras, restingas e manguezais”, explica.

Nos casos de áreas rurais consolidadas em APPs no entorno de nascentes e olhos d’água perenes, será admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo ou de turismo rural, sendo obrigatória a recomposição do raio mínimo de 15 metros. Já Reserva Legal (RL) é a área com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais, auxiliar na conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade. Há percentuais mínimos da área do imóvel, diferentes para a Amazônia Legal e demais regiões.

Será admitido o cômputo das APPs no cálculo do percentual da RL, desde que o benefício previsto não implique a conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo, a área a ser computada esteja conservada ou em processo de recuperação, conforme comprovação do proprietário ao órgão ambiental e o imóvel esteja no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

A intervenção e a supressão de vegetação em APPs e de RL para as atividades eventuais e de baixo impacto, dependerão de simples declaração ao órgão ambiental competente.

Para o cumprimento da manutenção da área de RL nas propriedades rurais familiares poderão ser computados os plantios de árvores frutíferas, ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas, cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com espécies nativas da região em sistemas agroflorestais.

Além disso, Lucimar de Abreu fala sobre agricultura familiar e a dinâmica do desenvolvimento da agroecologia na América Latina, em 5 de junho, na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Conforme a pesquisadora, “a agroecologia propõe uma agricultura que concilia metas de produção com objetivos ecológicos e sociais – justiça social, geração de emprego e qualidade de vida das populações, segurança alimentar e relações harmônicas entre produtores e consumidores. O objetivo é o de apresentar as características, os elementos históricos determinantes da dinâmica de desenvolvimento da agroecologia no Brasil e em alguns países da América Latina e o estado atual de sua estruturação institucional para estudantes de pós graduação e professores interessados.

Cristina Tordin
Jornalista, MTB 28499
19.3311.2608

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