Plano nacional de mobilidade ainda engatinha

Maioria da série de ações que devem ser implantadas por cidades não saiu do papel

O Plano Nacional de Mobilidade Urbana foi sancionado em janeiro de 2012 e determina uma série de ações a serem realizadas por todas as esferas de governo. Porém, a principal delas, o desenvolvimento de planos de mobilidade por todas as cidades com mais de 20 mil habitantes, não caminhou nem um passo após dois anos da sanção da lei. Hoje, 1.720 municípios são obrigados a cumprir o plano nacional, que deve ser implantado até abril de 2015. Do contrário, não poderão solicitar recursos ao ministério.

“Houve investimento do governo federal, mas as cidades ainda não estão preparadas para olhar para a mobilidade. Jaguariúna, por exemplo, tem um problema sério, pois cresceu muito rápido e as políticas públicas nessa área não acompanharam o aumento da frota. Dessa maneira o impacto é direto no cidadão”, explicou a pesquisadora do laboratório de investigações urbanas (Labinur) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ana Maria Sperandio.

A pesquisadora disse que estudo recente realizado pelos alunos integrantes do Projeto Massur (Mobilidade e Acessibilidade Sustentáveis em Saúde Urbana), desenvolvido pela Faculdade de Jaguariúna (FAJ) em parceria com a Universidade de Michigan (EUA), mostrou as dificuldades de moradores de Itatiba, Vinhedo, Valinhos e da própria Jaguariúna em se locomover na região central, onde ruas mais estreitas abrigam todos os tipos de veículos, sem qualquer restrição. “A locomoção rápida em cidades menores é um engodo. O Centro é o ponto com maior dificuldade de se chegar nesses municípios. Temos que nos preocupar com políticas públicas regionais e também em usar transportes sustentáveis, como a bicicleta”, destacou a especialista, que também é a coordenadora do Massur, que entrou em seu quarto ano de pesquisas.

O que é?
O Massur é um desdobramento do Smart, iniciativa coordenada pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, com a missão de desenvolver atividades de educação e intercâmbio global enfocando o futuro do transporte nas cidades ao redor do mundo. A versão brasileira do programa foi lançado em 2011 na FAJ, de Jaguariúna, e suas ações e pesquisas terão duração de quatro anos com a meta de colaborar para o surgimento de novas ideias para implementação de políticas públicas no campo do transporte e da mobilidade, envolvendo a instituição de ensino (a FAJ), governos e comunidades locais.

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