Empresas perdem jovens talentos por falta de transparência, diz estudo

Empresas perdem jovens talentos por falta de transparência, diz estudo

Pesquisa realizada pela Page Talent aponta que 68% dos estagiários estão dispostos a trocar de emprego se não houver clareza nas atividades que eles devem realizar na empresa. De acordo com a unidade de negócios da Page Personnel dedicada ao recrutamento de estagiários e trainees, o resultado indica que os gestores devem ficar atentos às informações que pretendem repassar aos estagiários no momento da contratação.

De acordo com o levantamento, a transparência e clareza nas informações são itens fundamentais para a permanência de um estagiário numa organização. Do total de entrevistados, 65% deles continuariam no estágio, mas buscariam outras oportunidades se a empresa não fosse coerente em relação às informações passadas inicialmente. Já 3% afirmam que desistiriam da oportunidade logo de cara. Para outros 32%, não haveria desistência por se tratar de um período de aprendizado.

A pesquisa foi realizada em janeiro e fevereiro deste ano com cerca de 1 mil jovens de 18 a 25 anos.

“Essa geração que está entrando no mercado de trabalho preza muito pela realização pessoal”, afirma Manoela Costa, gerente da consultoria Page Talent.  “Eles não buscam apenas um trabalho, e sim algo que traga a eles um sentido maior, de realização. Quando percebem que a empresa não foi transparente na hora da contratação, e que as atividades que vão desenvolver não estão de acordo com os objetivos que queriam atingir com o estágio, eles desistem e partem à procura de outro”, explica.

Diferentemente dos profissionais que estão no alto escalão das companhias, os estagiários estão na empresa para aprender e trabalhar na área que acreditam ser a mais interessante para seu futuro. “Exemplos e atitudes, para os jovens profissionais, são mais importantes do que o cargo ocupado por um profissional ou o nome que a empresa representa”, conta Manoela.  “Para eles, o fato de a empresa ter tido esse tipo de comportamento quebra a confiança que o jovem tinha, não só com sua gestão, mas com toda a empresa”, diz.

A pesquisa também mostra que 79% se espelham na postura de seu gestor para determinar suas atitudes no dia a dia de trabalho. Deste total, 42% discordam de algumas tomadas de decisão do chefe, mas que mesmo assim o têm como exemplo, e 37% consideram seu chefe como um “professor”. Para 12%, seu gestor poderia ser mais próximo, enquanto 9% discordam do seu chefe com frequência.

“Os jovens precisam de um modelo, de uma diretriz a seguir para que possam se sentir seguros no ambiente de trabalho. Quando isso não acontece, ou porque o chefe não dá a eles o desenvolvimento que procuram, ou porque a oportunidade apresentada não está de acordo com o que esperam, eles desistem”, explica Manoela.

Fonte: G1

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