Alunos de Engenharia Ambiental implantam projeto sustentável na cidade de Frei Paulo

Alunos de Engenharia Ambiental implantam projeto sustentável na cidade de Frei Paulo

PROJETO RONDON
Estudantes da FAJ atuam para transformar realidade de município sergipano

Por Bruno Felisbino

Você sabe para onde segue o encanamento de esgoto em municípios do interior? Imagina como é o cheiro em casas que não têm uma boa estrutura de encanamento? Pois é, nesses lugares o cheiro chega a incomodar até os mais acostumados, além de juntar muita mosca e propiciar doenças.

Para atenuar esta situação vivida drasticamente pelos moradores da cidade de Frei Paulo (SE), alunos do curso de Engenharia Ambiental da Faculdade de Jaguariúna – FAJ estão no município com a missão de implantar um projeto sustentável de baixo custo e melhorar a qualidade de vida da população.

Assim como todo o estado, Frei Paulo quase não conta com saneamento básico, somente com uma fossa negra – que nada mais é do que um buraco na terra – para onde seguem todos os dejetos de uma família. O material despejado não recebe nenhum tipo de tratamento e passa direto para o solo, o que compromete a qualidade de vida não apenas da família, mas de toda a população.

Graças ao projeto de conclusão de curso baseado na ideia de construir canteiros biossépticos, conhecidos como fossas verdes, os oito estudantes da FAJ foram selecionados pelo Ministério da Defesa a participar do Projeto Rondon e passar 15 dias em missão na cidade sergipana.

Diferente da simples fossa séptica, a fossa verde funciona como uma horta, regada de baixo para cima, com os dejetos gerados por uma família de até seis pessoas, como explica o rondonista e membro da equipe Márcio Paulo Goulart.  “Esse projeto de canteiro biosséptico caiu como uma luva para o município de Frei Paulo, uma vez que boa parte das famílias soma até cinco pessoas”, disse.

O estudante frisa as vantagens da fossa verde para a população e para a prefeitura. “Essa fossa pode ser construída em um ou dois dias, não precisa da adição de produtos químicos e o sistema elimina quase que por completo os patógenos. É um projeto de ótimo custo-benefício para a prefeitura levar adiante”, garantiu.

Basta estar em Frei Paulo para perceber que o projeto da fossa verde funcionaria muito bem. O município está inserido no polígono das secas do estado, apresentando um clima do tipo semi-árido, com temperatura média anual de 24,5ºC. Toda a água é evaporada e o material orgânico das fezes é retido por plantas filtradoras, como a bananeira – muito comum na cidade.

Diante do cenário, José Arinaldo Neto, secretário municipal de Educação há oito anos, disse que a prefeitura irá avaliar a implementação do projeto. “Vamos incentivar os professores de geografia que estão na prefeitura e as outras secretarias a promover esse trabalho. Estamos trabalhando de maneira meio tímida, mas com a ajuda dos rondonistas esperamos alcançar ótimos resultados”, ressaltou.

O professor da FAJ Emílio Garcia, que acompanha os alunos, sintetiza a expectativa do grupo. “Vamos fazer com que males como a cólera, dengue e leptospirose, exemplos do mal saneamento, diminuam. É um desafio que vamos enfrentar”, disse.

Para viabilizar o projeto, os estudantes estão contando com o apoio da população, capacitando agentes transformadores para atuar na preservação, manutenção da qualidade das águas e na prevenção de doenças. Os rondonistas da FAJ retornam da missão no próximo dia 4 de fevereiro.

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